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De Lisboa a Moçambique

Alfredo Brandão Cró de Castro Ferreri

Viagem2 h 10 de leitura117 páginas

O começo

Em um pequeno bote que se afastava do vapor, alguns lenços brancos como gjtivotas que fugiam, saudavam-me pela ultima vez. Uma hora depois largávamos fora da barra o piloto e em pouco tempo um denso nevoeiro occultava-me a terra.

Quando em torno de mim só avistei a imensidade do oceano, desci ao camarote e procurei no isolamento o lenitivo para as saudades e para a dor que me torturavam.

II Bordo do Goa 5 de novembro de 1880.

Meu Brito.

O GoGj como quase todos os vapores da BrUish índia da linha Londres, Kurrachee e Bombaim é um barco de três mastros, de 1:906 toneladas e dã força de 220 cavalos. Mais navio de carga do que paquete, o seu andamento é vagaroso, sendo a media de 8 a 8 V milhas por hora.

Possui a companhia uma esquadra de 62 vapores, sendo os melhores os que fazem a carreira para a Austrália. Ápezar do que deixo exposto o Goa tra* zia bastantes passageiros de Londres e em Lisboa recebeu onze todos empregados do estado, que em consequencra do contrato feito entre o ^w^\\i ^ ^

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