
Pero da Covilhan: Episódio Romântico do Século XV
Zephyrino Brandão (1842–?)
O começo — DESPEDIDA
O leitor já visitou Sevilha? Pois se nunca a enxergou sequer, afirmam por lá os nossos vizinhos, que não viu maravilha .
Os atrativos da vida sevilhana seduzem-nos tanto, que nos oferecem crer no velho proverbio andaluz, e compensam certamente a princesa do Guadalquivir do muito que lhe falta em monumentos para ser admirada, e em melhoramentos materiais para rivalizar vantajosamente com as cidades modernas.
O leitor e eu vamos percorre-la no terceiro quartel do século XV , em um dia calmoso do estio.
Abrasa tanto calor!…
Em breve zombaremos dele.
Os árabes, que faziam de seus palácios pequenos paraizos, rodeavam-n'os de jardins e fontes, no intuito de refrescar as regiões ardentes, que povoavam, e até no interior dos próprios edifícios possuíam esses mesmos refrigerios. Ora as casas de Sevilha traduzem fielmente os costumes de seus antigos senhores; e, como temos de entrar em uma delas, poupar-nos-hemos a insolações.
Zephyrino Brandão (autor) morreu em 1910; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1981.