Conferências Celebradas na Academia Real das Ciências de Lisboa Acerca dos
Academia das Ciências de Lisboa, Academia das Ciências de Lisboa
O começo
Auxiliado por seus valentes companheiros, consolidou D João i a independência portuguesa, e nesses campos onde depois levantou como immoredouro padrão de esplêndida façanha, o mosteiro a que esta deu o nome, foi buscar para a sua fronte recemcoroada a unção sacrosanta que só pôde conferir a gloria. Déra-lhe a corda a vontade da nação ; firmou-lh'a na cabeça o esforço dos seus homens. O ouro do diadema, tão novo ainda, ofiuscava os olhos affeitos aos mais apagados esplendores das monarquias do direito divino; mas o sol das batalhas envelheceu bem depressa esta real insígnia, forrada de capacete de ferro, não de gorro de veludo.
Ao esforço do mestre de Aviz correspondeu o esforço da naijao inteira. Os portugueses do século xiv mostraram-se dignos *3 herdeiros dos portugueses de Affonso Henriques, os fundadores da pátria.
A quem o duvidou responderam afirmando nos campos de Aljubarrota, dos Atoleiros e de Trancoso que portugueses tinham nascido e portugueses queriam morrer; affirm and o que não era fictícia a ideia da nossa nacionalidade, nem artificial a nossa rida independente; afirmando que nossos eram os territórios que havíamos arrancado aos mouros para fundarmos a pátria, e que nossos haviam de permanecer; afirmando que era digno de ser um povo independente e livre quem sabia combater com tanto valor, e reger-se com tanta prudência; quem sabia obedecer a Nuno Alvares nos campos de batalha e a João das Regras nas cortes de Coimbra. Responderam assim os nossos avós do século xiv, e responderíamos nós…
A instituição que digitalizou declara a obra fora de direito autoral (Internet Archive, possible-copyright-status: NOT_IN_COPYRIGHT). Texto obtido por OCR: pode conter erros de leitura.