
Comédias: (O Dente da Baronesa.- A Botina Verde.- A Liberdade Eleitoral.)
O começo
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^ • W t w •■ V w "► ^ «• *• . ^ 1. - w »• No mês de janeiro de 1870 escrevi em quatro dias a comedia em três atos o dente DA BARONEZÀ para ser representada no tea- § ' iro do Gymnasio Dramático em beneficio do estudioso ator Francisco Teixeira da Silva ^ Pereira. Era promessa antiga, e tive de cum- U 1 pri-la apressadamente. ^-J Dizia-se então que as plateias não gostado vam senão de mágicas e de operas de Offenmf bach, e que seria empenho baldado reque- ^^ • i rer-lhes aplauso para obras de arte. De tão o ! lastimosa propensão do publico queixavam-se os atores de boa nota, mais pesarosos D C IV da degeneração do gosto que da mingoa do interesses, e não se davam por menos sentidos os atores…
Não acreditei na decadência do sentimento artístico e quis experimentar. Escolhi uma anedota do Petit-Jowmaly de Paris, que me dava para dois atos, inventei o terceiro, e fiz uma comedia de enredo simplicíssimo, baseada unicamente no enlevo da conversação. Para que a experiência fosse completa, evitei os lances dramáticos, os afetos violentos e as complicações que preparam desenlaces vehementes e inesperados. Empenhei-me porém em que a peça fosse, quanto em mim cabia, portuguesa no sentir e no dizer, embora na singeleza do gênero procedesse de origem estrangeira.
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