Carta de Heloiza a Abeillard
Louis-Sébastien Mercier, Heloísa , Antonio Feliciano de Castilho
O começo
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CARTA
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HELOIZA A ABEILLARD;
TRADUZIDA DO FRANCEZ,
DE Mr. MERCIER,
POR
ANTÓNIO FELICIANO DE CASTILHO,
LISBOA:
KA TYPOGRAFIA LACERDINA. 1820.
Com licença da Commissão de Çetisura.
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CARTA.
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I esta morada , que os desertos cingem , Onde a fé nos descobre um Mando novo , Neste asilo de paz , onde entranhado O 'spirito em si mesmo reconhece O nada , o sonho da existência nossa , ?Que fogo vencedor da graça, e tempo, Á' borda do sepulcro em mim revive ? Tu julgava-lo extinto I . • . . Ele renasce : jTens, amante infeliz , tormentos novos 1 Que ! fui eu que trahi tão santos votos ? Há sentimentos pois , que se não vencem ? Mão , suspendeste . . . . é tempo 9 6 tempo ainda* Olha , Supremo Deos , os meus combates L Heloiza te implora 1 . . . • Ah I Longe dell* Nome tão caro.... e se o tivesse escrito, Podião minhas lagrimas ao menos /pagar , destruir tão caro nome I
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