
Canções Românticas, 1877-1878
O começo
Depois, no fundo azul de um quadro imenso, A vi:^ao núa, as carnes florescentes. . .
Sonhos... palpitações... deslumbramentos... A voz apocalyptica dos ventos, E um mistério infinito A dilatar as pálpebras dormentes!
III Que aparição de luz Em breve, em breve Vaes nágua fluctuari Ah 1 que as ondas, cruel I não sejam lábios, E eu não seja o mar 1 Hora esplêndida e grande 1 No arvoredo Que te sombreia há um cântico piedoso : Tudo recorda o Éden I Doce e a medo Uma suave viração farfalha, E há uma benção que lúcida se espalha No azul religioso. Parece que uma eólica alegria Faz-se ouvir nas marítimas bafagens. Por sobre as amplas superfícies cérulas ; E que em vez dos orvalhos se desfia Um rosário de pérolas Das encurvadas murmuras ramagens 1 () CANÇÕES ROMÂNTICAS IV Clytia, a filha de Héllade divina, Jamais foi vista assim do doudo amante No lácteo banho 1 Como a grega Ondina, Maior delírio e mais amor…
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