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Camilo Castelo Branco: Esboço de Crítica

Paulo Osório

Crítica literária3 h de leitura159 páginas

O começo

IIJILIU ESBOÇO DE CRITICA LISBOA Livraria Moderna — Editora 93, Rxia Augusta, 95 1905 Q,34S0 OVS y- ."! j: C' - r -'7.?/ ^o Senhoí\ «À historia publica e intima dos homens como ele não se escreve senão depois, assim como a justiça inteira e o elogio sem restrições não se concedem senão à sua memoria. £mquanto não restituem à terra tudo que os fez iguais dos outros, a sua elevação oprime os medíocres, a sua voz assusta os emuios e o seu vulto assombra as vaidades invejosas que supõem que ele lhes toma todos os passos e lhes fecba todas as estradas.»

L, A, BebeUo da Silva, «Porventura vira um dia, quando Portugal não fòr mais que uma província da nação invasora, e o grupo dos portugueses nostálgicos, retrocedendo a mágoa às recordações da pátria perdida, procure o símbolo sintético da nossa antiga vida livre, porventura virá um dia em que o espirito de Cara i lio se levantará do passado, como em 1880 viram os portugueses levantar-se o espirito de Gamões. Kntão os livros dele serão martírio e consolo para esses contempladores oprimidos sem remédio; avultarão os seus desesperos como sentenças ; viverão os seus tipos como abstrações; e toda a memoria do meu adorado país, saltando os anos, outra vez fará verter as lagrimas que eu tanta vez…

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