À Caça do Leopardo: Portugal e a Inglaterra perante o Tráfico de Escravos
O começo
«No interesse do comércio que se vai desenvolvendo na costa ocidental da Africa, esta Camará é de opinião que nenhum trarctado seja feito pelo governo, com o intuito de sancionar a anexação a qualquer potencia europea do território acljacente ao Zaire». Este documento não era ditado meramente pela fantasia patriótica do deputado Jacob Bright. Pertencente â «Escola de Manchester» que pretende, em ultima análise, o exclusivo do comércio britânico em toda a terra, sectário do radicalismo liberal de lord Palmerston, a quem Portugal deve a agrura de tantas injurias e a injustiça de tantas calúnias, Bright herdou daqueles dois agentes poderosos o ódio ao domínio português que tão arreigado é na…
A moção de Bright foi perfilhada imediatamente por Whitley, Anderson e Forster, depntados pelos centros comerciais da Grà-Bretanha, associando-se aos interesses de Mancliester as cidades de Liverpool, Glasgow, Leeds, Bradford e outras, conhecidas pela sua atividade fabril e comercial. É fácil de consignar a alia importância que aquela moção devia ter aos olhos do governo, sob a vigilância constante e ativa de todo o reino. E, se para a Inglaterra, aquele documento se baseava nos interesses mais Íntimos do seu comércio e nas esperanças mais fantasiosas da sua industria, para Portugal tinha ele valor ainda muito superior, porque jogava com os seus direitos históricos e com a dignidade e a…
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