
Avizos do Céu, Sucessos de Portugal, com as Mais Notáveis Cousas que Aconteceraõ etc.
O começo
AFIRMA Séneca que naôhe indecçncia ouvir hum Príncipe prudente a hum aldeaó rustico >' e defintereflado , porque nesta diferença deeftado fe acham mais (ieprelTa aonfe-lhos de amor , lembranças justas, pareceres acertados , que nos válidos , e políticos de Corte. Porque hum diz com liberdade o que fente , o que vê , eo que ouve ; e os outros com ambição , e interesse o que lhes convém, ç pertendem ; e fora desta humanidade, nem fe arrifcaô, Tom. /• A nem
a ' JÍvizos doCeo,
nem fe mudaô , nem fe fentemV que posto que fe perca tudo , não fe percaó el- Ies : que quanto mais ag<?a o rio leva i melhor fe marea nele ; que a cede entranhavel nada a farta, nem satisfaz. Porém chega tempo , e chega hora , em que fe pede remédio ao pobre Lazaro , e não fe dá ao rico avarento, nem ao Miniftro cubiçoso , nem ao negociante adulador. E muitas vezes a estes falta a monçáô, quando começão a entrar nela : que os juízos do Ceo são diferentes dos penfamen-tos da terra, e o senhor dele naõdiffímula tiranias * e caítiga tiranos : re* provando desculpas neceflitadas , adquiridas voluntariamente. O Farizeo pagava diaimos, c primícias , mostrando-Je Wuy obfervànte da lei , e o…
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