
A Rua Escura: Tradição Portuense
Antonio José Coelho Louzada, António Coelho Lousada
O começo
O senado tinha as suas razões para assim obrar. Lido na historia antiga, sabia que o povo romano se governava com panem et circenses.
D. João de Valladares, aproveitará também a occasi&o para chrysmar as suas ovelhas, exercício em que, pelo menos, gastou os três quartos da sua vida episcopal; pois que, se os seus panegyristas, que lhe chamam o Moysés portuense, faliam verdade, deu este sacramento a duzentas mil pessoas.
Os sinos da velha catedral, baloiçados pelos esforços de todos os garotos do bairro, dos quais os mais atrevidos se viam encarrapitados nas porcas surgir e desaparecer pela ogiva da torre, eram capazes de despertar ató os sete dormentes com o sussurro, que dos enredados becos e ruas se erguia, formavam um concerto confuso que levava as suas notas até muito ao de lá do rio.
Dois homens montados em bem arreiados ginetes, e seguidos por utna pequena comitita desciam pela estrada real, magnifica azinhaga, |>ara o bairro de Villanova, prestando atento ouvido a essa rumor, e com os olhos fitos na margem fronteira.
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