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A Precita, ou, uma Visita do Marquêz de Pombal

António Joaquim de Mesquita e Mello

Teatro2 h de leitura107 páginas

O começo

ANSELMO — Atnigo de Duarte.

MARTINHO Criados de Duarte. O primeiro em qua-

niT T7T7orr.r»r. V lídadc do SOU cscudciro , o segundo de SILVESTRE) feitor.

A Scena é em tempos do Reinado do Snr. D. José L**, no solar de Duarte/ sito em uma Aldêa perto de Lisboa.

O Theatro representa um antigo salão com uma porta à direita dos Expectadores , outra à esquerda , e outra no fundo.

CENA I.'

GUIOMAR E HELENA-

Helena

CERTO é , minha irmã , que fizemos a fortmia de teu filho.

Guiomar

Ah f Helena , o que chamas fortuna é à custa da minha atribulada consciência I

Helena

Que sempre te estejas atormentando?! não há pertinácia mais desgraçada !

Guiomar

Ainda tu não avaliaâ a centésima parte dos meus padecimentos: estes olhos, nada divisão que agradável me seja ; antes me reproduzem em tudo o horror que está em mim mesma. A bociedade me incommóda , parecendo-me a todos notória a minha perversidade 1 Nas zumbaias , nas bajulações do mundo não vejo mais que uma ironia cpntinuada, uma verdadeira arguição ! E o ermo da noite I Ohl

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