A Precita, ou, uma Visita do Marquêz de Pombal
António Joaquim de Mesquita e Mello
O começo
ANSELMO — Atnigo de Duarte.
MARTINHO Criados de Duarte. O primeiro em qua-
niT T7T7orr.r»r. V lídadc do SOU cscudciro , o segundo de SILVESTRE) feitor.
A Scena é em tempos do Reinado do Snr. D. José L**, no solar de Duarte/ sito em uma Aldêa perto de Lisboa.
O Theatro representa um antigo salão com uma porta à direita dos Expectadores , outra à esquerda , e outra no fundo.
CENA I.'
GUIOMAR E HELENA-
Helena
CERTO é , minha irmã , que fizemos a fortmia de teu filho.
Guiomar
Ah f Helena , o que chamas fortuna é à custa da minha atribulada consciência I
Helena
Que sempre te estejas atormentando?! não há pertinácia mais desgraçada !
Guiomar
Ainda tu não avaliaâ a centésima parte dos meus padecimentos: estes olhos, nada divisão que agradável me seja ; antes me reproduzem em tudo o horror que está em mim mesma. A bociedade me incommóda , parecendo-me a todos notória a minha perversidade 1 Nas zumbaias , nas bajulações do mundo não vejo mais que uma ironia cpntinuada, uma verdadeira arguição ! E o ermo da noite I Ohl
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