Os Fatos
O começo — Receita, despeza e divida publica dos Receita, despeza e divida publica dos principaes estados da Europa · 1869
Se esta eloquente voz dos dados estatísticos faz impressão dolorosa no animo menos previdente, essa impressão seria sem duvida modificada vendo crescer ao lado de encargos tam pesados a fonte de nova riqueza, fomentada pelo emprego das somas que, dos empréstimos, deviam aplicar-se, e se aplicaram, aos melhoramentos de que devia aproveitar a fortuna publica.
Não sucede porém assim e a soma da nossa exportação é quase estacionaria, senão decrescente, enquanto as outras nações constantemente adicionam à sua fortuna milhões e milhões de libras, produto da boa aplicação do seu credito e do juízo com que se prestam a fazerem sacrifícios para o sustentarem.
Também os mapas oficiais nacionais e estrangeiros nos revelam qual é o estado do nosso comercio.
Eis como eles falam: [7]
Total da exportação
Se ainda quisermos comparar o progresso do nosso comercio, com a nação com a qual a natureza tornou mais necessárias as trocas dos nossos produtos, achamos a mesma revelação melancólica de um estado mórbido em uma delas, e não é de certo a Inglaterra que acusa essa morbidez, no largo desinvolvimento que a sua riqueza tem tido, nem no frenesi com que tem libertado de direitos todos os artigos necessários à vida do povo inglês.
J. G. de Barros e (João Gualberto de Barros) Cunha (autor) morreu em 1882; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1953.