A Educação e a Urbanidade: Aos Professorandos de 1902 (Discurso de Seu Paraninfo)
O começo
Há um ponto mais deste episódio que desejo frisar. O publico, habituado a certos exageros retóricos, poderá supor que minha linguagem realçou demasiadamente as qualidades morais de meus alunos. Poderá também julgar que tais qualidades desabrocharam interesseiramente e graças a condescendências do professor.
Tào desfavoráveis hipóteses podem ser afastadas: 1.**) sabendo-se que nessa turma fui o único professor que reprovou treze alunas, três alunos e deu, a outros tantos, médias fraquíssimas, de reprovaçào geral; 2.°) vendo-se no Appendice os documentos comprobatórios de sua desinteressada afeição. Estas circunstâncias é que mais ainda me commoveram, encarecendo a bondade especial dos que se affei coaram a um severo juiz, dos que nele viram justiça bondosa e não crua dureza.
Documentando assim minha palavra, viso mais reforçá-la para persuadir a todos a urgente necessidade do cultivo universal da simpatia, do cultivo da bondade.
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