S. Bernardo (1934)
Graciliano Ramos (?–1953)
O começo — Capítulo I
Antes de iniciar este livro, imaginei construi-lo pela divisão do trabalho.
Dirigi-me a alguns amigos, e quase todos consentiram de boa vontade em contribuir para o desenvolvimento das letras nacionais. Padre Silvestre ficaria com a parte moral e as citações latinas; João Nogueira aceitou a pontuação, a ortografia e a sintaxe; prometi ao Archimedes a composição tipográfica; para a composição literária convidei Lucio Gomes de Azevedo Gondim, redator e diretor do Cruzeiro . Eu traçaria o plano, introduziria na historia rudimentos de agricultura e pecuaria, faria as despesas e poria o meu nome na capa.
Estive uma semana bastante animado, em conferências com os principais colaboradores, e já via os volumes expostos, um milheiro vendido graças aos elogios que, agora com a morte do Costa Brito, eu meteria na esfomeada Gazeta , mediante lambugem. Mas o optimismo levou água na fervura, compreendi que não nos entendíamos.
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