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Intencionais

António Aleixo

PoesiaReligião e mito15 min de leitura13 páginas

O começo — Líricas

Vejo a arte definida / na forma de descrever / o bem ou o mal que a vida / nos faz gozar ou sofrer,

Um poeta de verdade, / se souber compreender, / não deve de ter vaidade / de o ser, porque o é sem qu'rer,

Ser artista é ser alguém / Que bonito é ser artista, / Ver as coisas mais além / Do que alcança a nossa vista!

(13)

QUADRAS

A arte é força imanente, / não se ensina, não se aprende, / não se compra, não se vende, / nasce e morre com a gente.

A arte é dom de quem cria, / portanto não é artista / aquêle que só copia / as coisas que tem à vista.

A arte em nós se revela / sempre de forma diferente: / cai no papel ou na tela / conforme o artista sente.

(14)

QUADRAS

Mal te olhei, quando te vi, / temendo que o meu olhar / te fosse fazer pensar / que não pensei bem de ti,

Quando me encontro contigo / e não te posso falar, / com os meus olhos te digo / o que me diz teu olhar.

Com os cegos me confundo, / amor, desde que te vi, / nada mais vejo no mundo, / quando não, te vejo a ti.

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