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Poesias Oferecidas às Senhoras Portuenses

Maria Adelaide Fernandes Prata (?–1881)

Poesia59 min de leitura52 páginas

O começo — A Alegria

A Alegria. / Formosa como a roza da manhã, / Com sorriso nos lábios purpurinos, / Longos cabelos débano estendidos, / Que os Zefiros brincando lhe agitavam; / Dançando a Ninfa vinha prazenleira, / Affrontando dos Fados o rigor; / As companheiras suas busca alegre, / A brincar as convida folgazã,

Ora tece grinaldas, enfeitando / A fronte das amigas graciosas; / Ou já tempera a citara cantando, / Engraçada canção, que ao riso move: / Ergue-se num instante, corre, salta, / Respira só prazer, felicidade; / Sem ver na estrada sua um 'spinho só, / Os caprichos da sorte desconhece, / E mesmo em seu poder até não crê. / Lá em céu claro e puro a sua estrela / Se mostra radiante, sem que as nuvens / Tenebrosas pudessem eclypsá-la.

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