Sobre Amor, de Kahlil Gibran
Kahlil Gibran (?–1931)
O começo
Pois, Almitra pediu ao profeta, / fala-nos do amor. / E ele levantou a cabeça e olhou em cima do povo, e uma grande tranquilidade caiu em cima deles. / e com uma voz grande disse:
Quando o amor o chamar, siga-o, ainda que suas maneiras sejam duras e íngremes; / e quando as asas dele o abraçarem, renda-se, embora a espada escondida dentro de suas penas possam o ferir. / E quando ele o falar, acredite nele… / Ainda que a voz dele possa despedaçar os seus sonhos, / como o vento frio do norte devasta o jardim florido…
Porque, além de o coroar, ele também o crucifica. / Para além de seu crescimento, ele existe para a sua podação.
Mesmo quando ele subir à sua altura para acariciar os seus ramos mais macios que estremecem ao sol, / também ele o descerá a suas raízes e agitá-las-ão aderidas à terra… / Como polias do milho, recolhê-lo-á para si mesmo / O debulha para fazê-lo despido… / O peneira para liberá-lo das suas cascas… / O moe até que fique branco e puro.. / E o amassa até que seja moldável… / Pois, ele o cozinha em seu forno sagrado para você tornar-se pão sagrado… / Para a Sagrada Festa de Deus!
Texto do Wikisource em português, que só hospeda obra livre: domínio público ou licença livre (CC BY-SA 3.0). A ficha aponta de volta para a página de origem, que é a atribuição que a licença pede.