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Notas d'arte

António de Lemos (1864–?)

Crônica e ensaioArte3 h 10 de leitura170 páginas

O começo — NO LIMIAR

(1904) / Caricatura do dr. M. Monterroso / O filósofo Taine, dizia, há bons vinte anos, no seu Curso Esthetico para :―A Arte é o reflexo dos costumes. E, de fato, assim é. A Arte vai evolucionando sempre na ordem direta do aperfeiçoamento e da ilustração dos povos .

Assim, quanto mais ilustrado for o publico, tanto mais perspicaz, mais estudioso e mais observador deve ser o artista, para que tenha o aplauso geral e sincero a obra que executou e apresenta. E, é mesmo por isso que entre nós, os artistas, pintores e escultores, dia a dia fazem, na incessante luta pela vida, os esforços mais lidimos e mais honrados para resolverem esse enorme e sublime desideratum:― ser grande!

[2] Infelizmente nem todos o podem conseguir. E, não o conseguem, porque para isso não são precisas só a boa vontade e a persistência no estudo. Alguma coisa mais lhes é necessária, e essa, primacial:―ter talento!

Felizes os que têm esse delicioso e belo predicado; porque esses, vão gloriosamente para diante e são verdadeiramente grandes .

António de Lemos (autor) morreu em 1931; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 2002.