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Nossa História

autoria não identificada

História5 min de leitura4 páginas

O começo

Coronel Lapa despertou o ódio dos jagunços. Eles tentaram matá-lo enquanto dormia

Nas cidades pioneiras do velho Oeste, visitantes passageiros e empreendedores tinham duas opções: ficavam nos carroções e acampavam ou recorriam a uma pousada precária, normalmente cheia de pulgas e outros desconfortos, que se assumia como “hotel”.

Foz do Iguaçu teve o benefício do apoio que seu primeiro prefeito, Jorge Schimmelpfeng, deu ao turismo, o que garantiu à fronteira instalações de melhor qualidade. Cascavel teve a seu favor a aviação civil, pois os aviadores se recusavam a ficar em alguma hospedaria improvisada e exigiram um estabelecimento de bom padrão – e dessa exigência resultou o Hotel Americano, o “cinco estrelas” na década de 50, predileto não só entre os aviadores mas também a opção de juízes, promotores, negociantes de terras e… jagunços. Elio Willy Fauth contou, no ensaio Cascavel, 1960:

– Tiroteios entre jagunços e posseiros eram quase que diários. Nunca entre pistoleiros e policiais, pois os primeiros eram como que auxiliares dos segundos. Normalmente hospedados em hotel, os proprietários comentavam entre si a necessidade de fazer com que suas terras fossem desocupadas com rapidez, pois tinham um bom negócio em vista. Não por acaso, aparecia alguém, sempre vestindo um casaco de couro e que se introduzia na conversa, dizendo que conhecia uma pessoa que poderia resolver o problema, mas que o assunto deveria ser resolvido reservadamente. A sós, o homem do casaco de couro – evidentemente um pistoleiro ou chefe de jagunços – perguntava ao dono da terra se a sua “carteira tinha…

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