
Os Meus Amores: Contos e Baladas
Trindade Coelho (1861–1908)
O começo — « Os Meus Amores »
Folhas dispersas dos meus anos de oiro, / Vivo enxame das minhas alvoradas, / Tenho zelos de vós, folhas sagradas, / As Desdémonas sois de um outro moiro.
As brancas horas que eu em sonhos doiro, / Essas horas febris, iluminadas, / Ei-las fugindo, em tristes debandadas… / Levaes nas azas todo o meu tesoiro.
Folhas: subi, voae ao céu tão alto, / Que o céu em estrelas vos converta e mude, / Lá nas longínquas ilusões que exalto;
Como as frementes águas de um açude, / Levae a Deus, no derradeiro salto, / O derradeiro adeus da juventude …
Luiz Osorio .
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Trindade Coelho (autor) morreu em 1908; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1979.