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Foi Enterrada a Múmia da Faculdade

Diario Nacional

Crônica e ensaio5 min de leitura4 páginas

O começo

Encerrou-se ontem, definitivamente, o ciclo de permanência, na Faculdade de Direito, da celebre múmia ali existentes. Foi ela dada à sepultura por vontade da viúva do dr. Amancio de Carvalho, que há muito insistia nesse propósito, muito embora lhe fosse ponderado ser a múmia um trabalho científico, de alto valor, devendo antes ser enviada a um museu.

Não ha, certamente, quem desconheça a historia da múmia. E recordá-la, é reviver mais uma das muitas aventuras dos estudantes do velho templo do Direito, quando a grande metrópole de hoje, não era senão uma cidadezinha acanhada e pobre.

Foi no começo deste século. O saudoso mestre dr. Amancio de Carvalho, dos primeiros cultores da Medicina Legal em nosso país, um dia, querendo preparar uma múmia por processo de sua descoberta, procurou e obteve, na policia, um cadáver indigente. Era uma negrinha, apparentando seus vinte e poucos anos, que teria sido encontrada morta na rua, onde perambulava, sem lar e sem parentes, e, segundo outros, entre os quais se alista o escritor Aureliano Leite, criação de família do dr. Amancio.

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