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A Loucura sob Novo Prisma

Bezerra de Menezes

Psicologia4 min de leitura3 páginas

O começo — Introdução

Levados pelo princípio, que julgam ser uma lei natural, de que toda a perturbação do estado fisiológico do ser humano procede invariavelmente de uma lesão orgânica, os homens da ciência têm, até hoje, como verdade incontroversa, que a alienação mental, conhecida pelo nome de loucura, é efeito de um estado patológico do cérebro, órgão do pensamento, para uns — glândula secretora do pensamento, para outros.

Nem os primeiros nem os segundos explicam sua maneira de compreender a ação do cérebro, quer em relação à função, em geral, quer em relação à sua perturbação, no caso da loucura.

Neste ligeiro trabalho, proponho-me, além de mais, a preencher essa lacuna, demonstrando, com fatos de rigorosa observação: 1º, que o pensamento é pura função da Alma ou Espírito, e, portanto, que suas perturbações, em tese, não dependem de lesão do cérebro, embora possam elas concorrer para o caso, pela razão de ser o cérebro instrumento das manifestações, dos produtos da faculdade pensante.

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