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A Casa do Saltimbanco

Mme. de Stolz (1820–?)

Infantojuvenil3 h 20 de leitura179 páginas

O começo — Adalberto era feliz.

Seria difícil imaginar uma vivenda mais linda do que aquela em que corriam os primeiros anos de Adalberto; era o campo da Normandia com seus valados, seus arbustos, extensos prados, campos dourados, com todos os seus perfumes e flores. Destes tesouros participava Adalberto com todas as outras crianças do logar, porque para todos tinha Deus dado aquelas felicidades; mas, do que só aquele rapazinho gozava, com seus irmãos e sua irmã, era de uma bonita e grande casa, cujas janelas deitavam para um lindíssimo jardim, onde se podiam admirar as mais formosas rosas.

Por todos os lados arvores verdes, álamos, sobreiros, carvalhos, ormeiros, por entre as quais se viam ora ruas caprichosas, ora límpidas águas onde viviam lindos peixes. No fim do parque havia um labirinto formado por lilazes e clematites onde a gente se perdia; tantas voltas ele dava. Esse labirinto parecia feito de propósito para jogar as escondidas; e era um dos grandes divertimentos de Adalberto andar procurando seus irmãos Eugenio e Frederico, e sua irmã Camilla.

Mme. de Stolz (autor) morreu em 1898; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1969.