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História do Palonço Brutamontes

Virgínia de Castro e Almeida

História20 min de leitura18 páginas

O começo

Era uma vez um rei viúvo que só tinha uma filha. Gostava tanto dela que lhe fazia todas as vontades.

O que valia era que a princesa Smercantina tinha bom coração, de modo que não queria coisas más ou que fizessem sofrer os outros.

Quando Smercantina chegou à idade de se casar, o pai começou a apresentar-lhe noivos. Como aquêle rei tinha muitas riquezas e muito poder, e como a princesa era muito perfeita e linda, não faltaram príncipes e reis coroados, e grandes senhores fidalgos cobertos de glórias e de riquezas, vindos de perto e de longe a apresentar-se como pretendentes à mão da princesa.

Mas ela olhava para todos e abanava a cabeça; não escolhia nenhum; nenhum lhe agradava. Dizia que um tinha o nariz muito comprido, e que outro tinha as orelhas grandes ou pequenas demais, que aquêle tinha as pernas tortas, ou boca de peixe, ou mãos de macaco, ou que o seu fato era feio. Enfim, nenhum lhe servia.

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