O Culto da Arte em Portugal
Ramalho Ortigão (1836–1915)
O começo — PORTUGAL
Monumentos architectonicos―Restaurações―Desacatos / Pintura e escultura―Artes industriais / O gênio e o trabalho do povo―Indifferença oficial―Decadencia / Anarchia estética / Desnacionalisação da arte―Dissolução dos sentimentos / Urgencia de uma reforma
LISBOA / Antonio Maria Pereira, Livreiro-Editor / 50―Rua Augusta―52
Typographia da Academia Real das Sciencias de Lisboa
À Commissão dos Monumentos Nacionaes
dedica respeitosamente / este humilde trabalho
O AUCTOR
[1] Durante a Renascença, e ainda através da Edade Média, tão insuficientemente conhecida no enigma da sua cultura artística, os reis, os monges, os fidalgos, os burgueses enriquecidos ostentavam o fausto e a pompa hierárquica não somente construindo palácios e castelos, que enobreciam os logares que eles habitavam, mas erigindo basílicas e catedrais, em que se concentravam todos os esforços do talento de uma raça, e eram verdadeiramente os palácios do povo, doados magnanimamente pelos mais poderosos aos mais humildes, em nome de Deus, em nome do rei, em honra da pátria. [2]
Ramalho Ortigão (autor) morreu em 1915; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1986.