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A Cabana do Pai Thomé

Harriet Beecher Stowe (?–1896)

Romance20 min de leitura17 páginas

O começo — 1

Por um dia glacial do fevereiro, a uma hora adiantada, dois genllemen estavam bebendo juntos numa casa de jantar ricamente mobilada de uma pequena cidade do Kentucky. Nenhum criado estava presente, o os dois personagens, cujas cadeiras estavam mui chegadas, pareciam ocupar-so de assumpto do mais alto interesse.

Julgamos ser nosso dever qualificar ambos os gentlemen. Um deles por certo, examinado com olhos críticos, não pertencia estrictamento a esta categoria. Era um indivíduo baixo e obeso, do feições comuns, com esse ar de perteusão ede fanfarrice, que caractérisa um homem do condição inferior quando tenta sair da sua esfera. Trazia um coleto vistoso de muitas cores, gravata azul com dados amarelos, e cujo laço colossal estava em relação com a fisionomia geral do personagem.

Em snas mãos grossas figuravam diferentes anéis, e trazia o relógio preso a pesado cordão de oiro, do qual pendiam muitos sinetes de uma dimensão enorme e de cores mui variadas. No calor da conversação, tinha o costume do fazer tinir toda esta quinquilharia, e desempenhava este traablho manual com evidente satisfação. Falia va um inglês pouco gramatical, e enfeitava às vezes os seus discursos com expressões profanas que, apesar do nosso desojo de sermos exato, não nos atreveríamos a reproduzir.

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