Cuidado: Arapuca
autoria não identificada
O começo
Cascavel (PR) - Por esses dias tão conflituosos, com gente morrendo a toda hora no Iraque e outras regiões ocupadas, povos humilhados pela força das armas ou da grana que ergue e destrói coisas belas, no dizer de Caetano, uma pessoa perguntava dia desses o que é ser revolucionário, hoje.
Pegar em armas para contrariar a força das armas e da grana ou lançar as sementes de uma nova civilização através da cultura, da solidariedade e do diálogo?
Ser revolucionário, hoje, é combater o neoliberalismo de todas as formas possíveis – inclusive com a poesia, o magistério, a passeata, a greve, a ciência humanista, a igreja que realmente cultiva a espiritualidade (sem a combinação caça-níquel/caixa-2) e vai por aí. Não é arma de matar, mas de fazer viver.
Mais revolucionário é ser solidário que rancoroso, propositivo que negativo, amoroso que vingativo – nenhuma novidade quando se sabe que foi mais ou menos desse jeito que Gandhi venceu a força mais poderosa do planeta em seu tempo.
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