Livros › Cuidado: Arapuca

Capa de Cuidado: Arapuca

Cuidado: Arapuca

autoria não identificada

História3 min de leitura2 páginas

O começo

Cascavel (PR) - Por esses dias tão conflituosos, com gente morrendo a toda hora no Iraque e outras regiões ocupadas, povos humilhados pela força das armas ou da grana que ergue e destrói coisas belas, no dizer de Caetano, uma pessoa perguntava dia desses o que é ser revolucionário, hoje.

Pegar em armas para contrariar a força das armas e da grana ou lançar as sementes de uma nova civilização através da cultura, da solidariedade e do diálogo?

Ser revolucionário, hoje, é combater o neoliberalismo de todas as formas possíveis – inclusive com a poesia, o magistério, a passeata, a greve, a ciência humanista, a igreja que realmente cultiva a espiritualidade (sem a combinação caça-níquel/caixa-2) e vai por aí. Não é arma de matar, mas de fazer viver.

Mais revolucionário é ser solidário que rancoroso, propositivo que negativo, amoroso que vingativo – nenhuma novidade quando se sabe que foi mais ou menos desse jeito que Gandhi venceu a força mais poderosa do planeta em seu tempo.

Texto do Wikisource em português, que só hospeda obra livre: domínio público ou licença livre (CC BY-SA 3.0). A ficha aponta de volta para a página de origem, que é a atribuição que a licença pede.