Paginas Archeologicas III - Situação Conjectural de Talabriga
Félix Alves Pereira (1865–?)
O começo — I
Algum tanto sem o presentir, ao fazer o estudo da ara de Estorãos, ( Arch. Port. , XII , 36) encontrei-me no limiar de um problema que, de modo definitivo, não se resolverá senão com a verificação in loco de vestígios archeologicos incontrastaveis.
É o problema da trajetória exata da via romana entre Aeminium e Calem, da qual não se conhecem milliarios decisivos e suficientes, especialmente da sua passagem por Talabriga.
O assunto, parcialmente considerado, tem sido alvo das principais referencias na pugna literária em que os paladinos de Agueda, de Aveiro e de Coimbra patrioticamente articulavam preeminencias genealogicas, que é da praxe mencionarem-se em monographias locais, mas que hoje, quanto a Coimbra (e Condeixa-a-Velha) estão sentenciadas, em prejuízo até heráldico de Agueda 1 .
Propositadamente, porém, o problema não foi ainda estudado debaixo do seu aspecto geral; apenas por incidente tem sido versada a localização de Talabriga. Não venho com o propósito de o dar como resolvido, é certo; mas desejo englobar neste estudo um certo numero de considerações, que podem preparar o desenlace deste ponto controvertido da geografia protohistorica da Lusitania, no campo adequado, e quiçá orientar pesquisas.
Félix Alves Pereira (autor) morreu em 1936; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 2007.