
Os Tripeiros Romance-Chronica do Século XIV
Antonio José Coelho Louzada (1828–?)
O começo — A mensagem do Mestre.
Alteradas estão do reino as gentes Co' o odío que ocupado os peitos tinha. / camões, lus. cant. iv.
Era uma estranha romaria, para quem não tivesse notícia dos alvoroços a que a morte de Fernando 1.º e o casamento de Beatriz em Castella tinham dado causa, a que pelos meados de Maio de mil trezentos e oitenta e quatro saía pelas portas da cidade do Porto que davam sobre o rio, e mais pela chamada [6] Porta Nova. Se fosse fácil conduzir o leitor a ver do alto das torres que a defendiam aquele gentio, acreditaria que ele tinha invadido algum arsenal a procurar disfarce entre o guerreiro e o burlesco. Um popular cobria a cabeça com um elmo adamascado, e, mostrando os joelhos através do grosso estofo das calças, com pés descalços pisava a areia onde o montante que arrastava deixava um sulco;…
Antonio José Coelho Louzada (autor) morreu em 1859; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1930.