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O Galego Lorpa, e os Tolineiros

Manuel Rodrigues Maia

Teatro21 min de leitura19 páginas

O começo — SCENA I.

Sala de Casa de Pasto. Sai Lambuza, e depois Alonço.

Lamb. Estou tão farto de aturar povo, que em se casando minha filha, enforco logo o ofício: que nunca seja possível passar-se hum dia, sem que me preguem algum gatazio? aquele com o pretexto de achar muito salgado o jantar, abafa a colher, a faca, o garfo, e o guardanapo: este como que se condóe da minha larga consciência, homizia quanto pode na algibeira, e vai à noite fazer o bico ao sacho à minha saúde. Nada, não estou já para estes opios; tomara que viesse meu Compadre Timotheo, para dar-mos ordem a livrar-me de hum fardo, que por sujeito a avaria ninguém o quer carregar sem muito dinheiro. Bem sei que ele está velho, e cheio de achaques, mas que defeitos não disfarçaõ as riquezas?…

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