Libelo Republicano
César Zama (?–1906)
O começo
O povo que não tem um sentimento vivo e enérgico do seu direito, não saberá defender a sua independência e liberdade. (Ihering)
Esta página histórica não é o produto do interesse individual, ou da paixão partidária a incitar-nos a pena; do cenário político de nosso país nos retiramos de vez; é, porém, um tributo à verdade, onde povos e reis para não deixarem triste lembrança de sua passagem pela vida devem procurar luz e força.
Nas épocas de decadência moral o homem probo tem por dever afrontar os ímprobos. Ao abrir as veias por ordem do déspota romano Thraséas ensinava à mocidade como devia morrer quem sabe ser livre:
“Libemus Jovi Liberatori; specta, juvenis; et omen quidem dii prohibeant; ceterum in ea tempora natus es, quibus firmare animum expediat constantibus exemplis” foram as últimas palavras do grande cidadão.
“Quando os homens de bem não logram compreender e realizar os desígnios da Providência, encarregam-se disto os desonestos. Sob o açoite da necessidade e no meio da impotência geral surgem sempre almas corrompidas, e audazes, as quais como que adivinham o que pode acontecer e o que se pode tentar, e tornam-se instrumentos de um triunfo, que não lhes cabe naturalmente, mas do qual aproveitam-se para colher-lhe os frutos” escreveu Guizot. É o que está sucedendo no Brasil.
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