Alguma Coisa Acontece
autoria não identificada
O começo
Cascavel (PR) - Certamente o Brasil precisa se qualificar perante a ONU e mostrar ao mundo que pode ser um grande interlocutor nas questões mundiais mais candentes da atualidade, e só por isso se justificaria nossa participação na caótica realidade haitiana. Mas gostaria de destacar duas ações internacionais desenvolvidas por países diferentes no estrangeiro e tecer algumas ligeiras comparações. A primeira é a mencionada participação do Brasil no Haiti, no comando da missão especial da ONU. A missão é bem conhecida pelos brasileiros, especialmente depois do estranho suicídio do general Urano Bacellar.
Num rápido resumo, o Haiti dissolveu o Exército para tentar evitar golpes de Estado, mas a barra continuou pesada e em 2004 o país mais rico invadiu o país mais pobre das Américas e a missão da ONU que se organizou para controlar o Haiti até sua normalização - que está muito difícil, mesmo após as recentes eleições - tem um comando militar brasileiro. Com exceção de algum eventual jogo de futebol e de uma apoteótica visita de Lula àquela pobre nação, ornadas por declarações bombásticas do presidente e do deputado Gabeira, quando os brasileiros deixarem o Haiti dificilmente terão deixado uma contribuição realmente importante para a elevação das condições de vida da população.
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