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Adelia Fonseca, por A. A.

A. A.

Crônica e ensaio3 min de leitura2 páginas

O começo

D. Adelia Josefina de Castro Fonseca, sogra de Capistrano de Abreu, nasceu na cidade do Salvador, Baia, a 24 de novembro de 1827.

Cedo manifestou acentuado pendor para a literatura em geral e, em especial, para a poesia.

Quidquid tentabam dicere versus erat (tudo o que eu queria dizer me saia em verso) – refere de si mesmo Ovidio.

Se não se exprimia normalmente na linguagem dos deuses, mostrou no entanto Adelia Josefina, por forma brilhante, pertencer a mesma estirpe espiritual do cantor das Metamorfoses: com menos de 7 anos, glosava qualquer mote.

Francisco Moniz Barreto, o célebre repentista baiano, duvidou de tanta precocidade, supondo que algum assistente soprasse as glosas à criança. Por isso, num leilão de prendas na Barra, pô-la Moniz Barreto no colo e, para verificar a exatidão do que ouvia a seu respeito, deu-lhe ele mesmo por mote

Das uvas o belo cacho que era o lote que o leiloeiro apregoava na ocasião.

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