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Aventuras de Diófanes

Teresa Margarida da Silva e Orta (?–1793)

Romance5 h de leitura267 páginas

O começo — I

Embarcando os Reis de Tebas, Diófanes, e Climinéia, com seus filhos Almeno, e Hemirena, que se achava desposada com Arnesto, Príncipe de Delos, que pela ocasião dos jogos públicos, a que devia assistir, as esperava na mesma ilha com prevenidos festejos, para celebrarem as bodas, uma tormenta desbaratou a esquadra, que acompanhava a Diófanes, e o entregou aos de Argos seus inimigos, que no combate mataram a Almeno, e venderam Diófanes para Corinto; Climinéia, a Hemirena ficaram em Argos, ainda que muito distantes; e depois de três anos da mais cruel escravidão venderam Hemirena para Atenas, donde fugiu às estimações, e grandezas, por não desprezar os preceitos do decoro. }}

Determinava Diófanes achar-se na Ilha de Delos, para assistir à função dos jogos públicos, que ali se fariam em reverência de Apolo, em cujo Templo se devia contrair o himeneu de Arnesto, Príncipe da mesma Ilha, com a Princesa Hemirena, funções para que haviam concorridos muitos Príncipes Estrangeiros. Embarcou Diófanes, Climinéia sua mulher, e seus dous filhos Almeno, e Hemirena, levando uma esquadra em sua guarda, conforme pedia a decência. Em uma enganosa madrugada se despediram de Tebas, entregando as velas ao benigno Zéfiro, que aos matizados galhardetes animava com alegres movimentos. Soavam os instrumentos no mar ao compasso, em que as vozes repetiam em terra os viva daqueles…

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