Teatro de João d'Andrade Corvo - I O Alliciador - O Astrólogo
João de Andrade Corvo (1824–1890)
O começo — ANTONIO
Não se esqueceram, talvez. São pobres como nós, e aí está. Eu, por mim, não quero pensar mal do que sempre me ensinaram a respeitar. Olha, o melhor é não falar em coisas dessas: tenho medo de perder o respeito ao senhor governo, o que seria contra os meus costumes antigos. Já estou velho para novidades; e como, Deus louvado, tenho para ir passando, esta casa, e esta fazenda, que eu fiz por minhas mãos, não quero entristecer-me já agora. Tristezas acabam com a gente mais cedo.
João de Andrade Corvo (autor) morreu em 1890; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1961.