
Crônica de el-Rei D. Pedro I
Fernão Lopes (1380–1458)
O começo — *DUAS PALAVRAS*
Realizando corajosamente a boa, a piedosa idia de republicar as crônicas impressas do—Pae da Historia Nacional,—como Herculano apelidou Fernão Lopes, Mello de Azevedo, o editor desta modesta e patriótica biblioteca poderá, hoje, ainda! suprir qualquer explicação prefacial com as palavras do nosso grande historiador moderno, quando há mais de meio século tracejava o perfil do encantador—«escripvam»—do bom Rei Dom Duarte:
—«Tão raros, ou tão pouco lidos andam os antigos escritores portugueses que muitas pessoas ha, não de todo hospedes nas letras, que apenas de nome os conheçam, e frequentes vezes nem de nome .»
Hoje, ainda!…
Fernão Lopes é quase exclusivamente conhecido de nome, e já agora arejemos toda a nossa idia, mais exatamente toda a nossa observação positiva e direta: nem de nome o conhece muito literato gloriosamente emproado pelas novas camarilhas do elogio mutuo na fama e na faina da renovação da Historia e da Arte nacional… por estampilha francelha.
Fernão Lopes (autor) morreu em 1459; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1530.