Petrônio: Peça Livremente Extraída do Romance Quo Vadis de Henryk Sienkiewicz
Marcelino Mesquita (1856–1919)
O começo — PETRONIO
Dos Asclepiades já tive de me servir, o ano 3 passado… para a bexiga. Sabia que eram charlatães; mas o mundo repousa sobre o charlatanismo e a vida mesmo não é senão uma ilusão! O que é preciso é saber distinguir as boas ilusões das más. Eu mando aquecer a minha estufa com madeira de cedro, pulverisada com âmbar, porque prefiro os perfumes aos maus cheiros. Quanto a Cypris, a quem me recomendaste, devo-lhe o ter coxeado, amorosamente, dois meses; mas, enfim, é uma boa deusa a quem espero sacrificarás, em breve, as brancas pombas.
Marcelino Mesquita (autor) morreu em 1919; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1990.