A Casa Branca Nau Preta
O começo
Estou reclinado na poltrona, é tarde, o Verão apagou-se… Nem sonho, nem cismo, um torpor alastra em meu cérebro… Não existe manhã para o meu torpor nesta hora… Ontem foi um mau sonho que alguém teve por mim… Há uma interrupção lateral na minha consciência… Continuam encostadas as portas da janela desta tarde Apesar de as janelas estarem abertas de par em par… Sigo sem atenção as minhas sensações sem nexo, E a personalidade que tenho está entre o corpo e a alma… Quem dera que houvesse Um terceiro estado pra alma, se ela tiver só dois… Um quarto estado pra alma, se são três os que ela tem… A impossibilidade de tudo quanto eu nem chego a sonhar Dói-me por detrás das costas da minha consciência…
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