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A Luta Civil Brasileira e o Sebastianismo Português

José Soares da Cunha e Costa (1868–1928)

HistóriaPolítica e sociedade1 h 50 de leitura95 páginas

O começo — 178, Rua de D. Pedro, 184 1894

José Chrispiniano da Fonseca / o melhor dos amigos, / o mais dedicado dos correligionários e a mais brilhante inteligência / da mocidade das escolas portuguesas em 1890-1891

Aos Ex.mos Snrs.

Dr. José Calmon N. Valle da Gama

e

Antonio Tavares Bastos

Dig.mos Consul e Vice-Consul da Republica dos Estados-Unidos / do Brazil no Porto

A revolta de uma parte da armada brasileira, às ordens do contra-almirante Custodio de Mello, em 6 de setembro de 1893, encontrou no sebastianismo português o mais franco e decidido apoio.

A imprensa monárquica, na sua grande maioria composta de simples salariados às ordens dos depositários das graças e dos benesses, sem as condições de independência necessárias a quem pretende escrever o que pensa, aproveitou o ensejo para novas e torpes especulações, da natureza daquelas a que deu azo a entrevista de Badajoz entre republicanos espanhóis e portugueses. Por seu turno, o jornalismo democrático, imperfeitamente [10] informado e receoso de errar em face das noticias mais absurdas e contraditórias, não pôde, a principio, desmascarar, como lhe cumpria, os manejos indecorosos que, à sombra de uma bandeira mal definida, os sebastianistas de aquém e de além-mar iam urdindo na treva…

José Soares da Cunha e Costa (autor) morreu em 1928; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1999.

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