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Apoteose Camoneana

Xavier de Carvalho (1862–?)

Poesia5 min de leitura5 páginas

O começo — RENASCENÇA

A Renascença que foi obra toda humana, / Chamando à vida nova a forte raça ariana, / Co'a pólvora, a imprensa, a bússola e a alchimia, / A Arte a renascer na lira dos poetas, / Copernico que traça a orbita aos planetas / E Martinho Luthero afirmando a herezia;

Dante que tudo vê com seu olhar de lince, / A Ceia do Senhor de Leonardo Vinci / E Masaccio que tem madonas ideais, / Colombo e Guttemberg e Magalhães e Gama, / Bacon que ensina a vida e Erasmo que proclama / O rubro alvorecer das ciências naturais;

Gallileu que nos prova a rotação da terra / E contra quem a igreja ergueu terrível guerra, / Aristoteles que, intransigente e altivo / Foi quem traçou as leis novas da evolução, / Cravou golpe profundo, em cheio, à religião / E em bases afirmou o Credo Positivo;

Magalhães que demonstra a terra como esfera, / Giotto que nos pinta a tela mais sincera, / O feudalismo à morte, as comunas em luta, / A alma das nações erguendo-se fremente / E pouco a pouco, a claro, as lendas do Oriente, / Emquanto o santo ofício as consciências enluta;

Xavier de Carvalho (autor) morreu em 1919; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1990.