Figura de Proa
autoria não identificada
O começo
Essa expressão respeitosa pedia a interrupção das conversas para receber a liderança mais importante de Cascavel, que comandava tudo o que acontecia na cidade nas décadas de 50 e 60, desde quando ainda era o vilarejo-sede de um distrito interiorano de Foz do Iguaçu. Era muito vantajoso parar tudo para receber a presença de Florêncio Galafassi. Ele não aguardava notícias: fazia com que elas acontecessem e ao agir assim estava fazendo história a cada instante. Ao chegar para a missa ou para alguma reunião no Tuiuti Esporte Clube, era certo que iria abordar a novidade do dia na nascente cidade de Cascavel, pois Galafassi sempre tinha algo de novo para transmitir a seus concidadãos.
Quando chegou ao Oeste do Paraná, em 1948, Cascavel não tinha prefeito nem padre, que no passado eram as principais autoridades de um município. Nos maiores, havia também o delegado de polícia. Moysés Lupion, que vendeu as serrarias de Cascavel para a Industrial Madeireira do Paraná (Imapar), de Festugato e Galafassi, era o “imperador” do Paraná na época. E como Galafassi vinha para substituí-lo à frente das duas serrarias, por entendimento com a família Festugato, era a pessoa sempre procurada quando havia alguma coisa a resolver. Principalmente quando se tratava de uma emergência ou providência que dependia de seu automóvel: o único da cidade.
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