
O Marquês de Pombal à Luz da Filosofia
Angelina Vidal (1853–1917)
O começo — I
Um coro de ovações se eleva norte a sul; / No seio do país, palpita a festa ingente, / Mil ecos de alegria ondulam pelo azul, / E a vaga popular circula vivamente.
Que enorme vibração aos tristes galvanisa? / Que fado deslumbrante a Patria considera? / Una rasgo de valor que um mundo synthetisa? / Um estro que irradia a Gloria pela esfera?
Um Genio que assombrasse o coração do mundo? / Talvez Dante ou Camões, talvez um Diderot, / Ou Bacon, ou Voltaire o destructor profundo, / Feurbach ou Galileo, Danton, Goethe, Rousseau?
Oh não! A Patria canta o atleta da Realesa, / O Hercules pujante, o pulso sem rival / Que punha até por terra as leis da Naturesa, / Mas que também erguia a fama Nacional.
Thuribulisem pois o nome do gigante, / Incensem sem descanso o esteio da corôa, / O facho da instrução, o gênio penetrante, / Que de um montão de cinza ergueu nova Lisboa!
Cantae, Democracia; o espirito do bravo, / Que o nível fez rolar por sobre a Sociedade, / Prostrando o jesuitismo, ou libertando o escravo, / Quebrando à inquisição as garras da maldade.
Angelina Vidal (autor) morreu em 1917; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1988.