Além do Crime: O Caso Tiago
autoria não identificada
O começo
Cascavel (PR) - “(…) e foi-lhe isso imputado como justiça (…) o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé” (Tiago, o profeta)
Quando criança, via os policiais como heróis. Meu tios maternos Adelino e Dornelles, da Polícia Militar, resgataram turistas americanos após despencar com seu pequeno avião na Serra do Mar e foram notícia mundial. Meu pai, Celso Formighieri Sperança, era escrivão policial no Primeiro Distrito da capital, de onde saiu para o jornalismo.
Aí veio o golpe de 1964. Diariamente os “heróis” policiais caçavam Celso, acusado de “subversão da ordem”. O sujeito mais pacífico do mundo! Começaram a me assaltar suspeitas de que havia policiais do “bem” e policiais do “mal”.
Mais recentemente, após a redemocratização do país, foram policiais militares, a quem considero irmãos, que socorreram minha mãe em seus momentos de agonia final. Aí os policiais voltam a ser heróis, caçando traficantes, socorrendo flagelados, fazendo partos e até ameaçando de prisão por omissão de socorro burocráticos atendentes de hospital.
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