Obras Poéticas de Ignacio José de Alvarenga Peixoto (1865)
Alvarenga Peixoto (?–1792)
O começo — A Alléa
A ALLÉA / Não cedas, coração; pois nesta empresa / O brio só domina; o cego mando / Do ingrato amor seguir não deves, quando / Já não podes amar sem vil baixeza:
Rompa-se o forte laço, que é fraqueza / Ceder a amor, o brio deslustrando; / Vença-te o brio pelo amor cortando, / Que é honra, que é valor, que é fortaleza;
Foge de ver Alléa, mas se a vires, / Porque não venhas outra vez a amá-la, / Apaga o fogo, assim que o presentires;
E se inda assim o teu valor se abala, / Não lh’o mostres o rosto; ah! não suspires! / Calado geme, sofre, morre, estala!
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