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Capa de Obras Poéticas de Ignacio José de Alvarenga Peixoto (1865)

Obras Poéticas de Ignacio José de Alvarenga Peixoto (1865)

Alvarenga Peixoto (?–1792)

Filosofia39 min de leitura34 páginas

O começo — A Alléa

A ALLÉA / Não cedas, coração; pois nesta empresa / O brio só domina; o cego mando / Do ingrato amor seguir não deves, quando / Já não podes amar sem vil baixeza:

Rompa-se o forte laço, que é fraqueza / Ceder a amor, o brio deslustrando; / Vença-te o brio pelo amor cortando, / Que é honra, que é valor, que é fortaleza;

Foge de ver Alléa, mas se a vires, / Porque não venhas outra vez a amá-la, / Apaga o fogo, assim que o presentires;

E se inda assim o teu valor se abala, / Não lh’o mostres o rosto; ah! não suspires! / Calado geme, sofre, morre, estala!

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