Nóla
O começo
— Un ange, sans doule, moins les ailes, / — Mienx que cela, un ange de femme.
J. SAINT-FÉLIX.
Os poetas e sonhadores que pretendem idealizar a mulher e transformá-la em anjo, em natureza etérea e toda intelectual encontrariam nesta um modelo.
Nóla é uma moça de maravilhosa beleza, mas beleza suave e soberana, permitam-nos a expressão, que se não tem senso comum é familiar aos poetas.
É morena, seus cabelos anellados e pretos. Pequena, elegante e delicada como essas flores do Oriente que o mais leve sopro de vento leva.
Olhos grandes de um negro profundo; cornêa límpida donde se irradiam mil reflexos. O sorriso de seus lábios tem essa suprema doçura das virgens de Leonardo.
Em todos os seus traços nota-se essa expressão de suave candura que invencivelmente obriga os mais audazes a baixarem os olhos.
Tímida e casta, cheia de ternura porque nela a alma absorve o corpo.
Assim como a flor precisa de um raio de sol, ela se não tivesse um raio desse sol do coração que Deus concede à uns como martírio, e a outros como um percursor das alegrias celestes, definharia lentamente.
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