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A Mulher Portuguesa

Eduardo Shwalbach Lucci (1860–?)

História20 min de leitura18 páginas

O começo — PORTO

A propriedade literária e artística está garantida em todos os países que aderiram à Convenção de Berne—(Em Portugal, pela lei de 18 da março de 1911. No Brasil pela lei n.° 2577 de 17 de janeiro de 1912).

Porto—Imprensa Moderna

O lindo tema—A Mulher Portugueza—attraíu-me pelo seu encanto, mas prejudica-o, a par da fraqueza da palavra, o defeito de ter de obedecer a uma curva, que se retesa e quase estala nos limites apertados de uma conferência. Ouvi-me, pois, mães, esposas, filhas, mulheres queridas, que viveis dentro de corações e no coração trazeis sempre uma imagem, com a benevolência, que deve sempre amantelar um amigo e um defensor. No fértil poema, por onde a vossa alma transita através de almas, procurarei colher a graça e o perfume para a expressão dos meus sentimentos, attenuando com este valioso recurso os males de que faço padecer tão brilhante assumpto.

Resultado para que se encaminha o contínuo esforço do homem, causa da sua atividade e aspiração do seu espirito, é a mulher quem, com a grandeza do infinito bem, ou a grandeza do infinito mal, nos conduz pela vida fora numa ascensão gloriosa, ou numa derrocada trágica. Por ela o homem crê, por ela descrê, por ela assassina, por ela morre. Altar e hóstia, tortura e guilhotina, faz-nos viver a vida tal qual a dor surriba a alegria, a punhalada espirra o sangue e os lábios guardam os dentes. Mas nas suas epopeias sublimes e nas suas elegias tremendas surge-nos como a confissão palpável da energia e da bondade divinas. Hymno e oração do amor, canta-lhe as alegrias e reza-lhe as tristezas; alma…

Eduardo Shwalbach Lucci (autor) morreu em 1946; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 2017.