Proclamação da Câmara de Angra aos Povos do Seu Concelho Noticiando-lhes o Ser Acabado o Sistema Constitucional
autoria não identificada
O começo
A Câmara de Angra aos fiéis e leais angrenses.
Nobres e Leais Angrenses. Povo fiel e sempre fiel, chegou o suspirado período da nossa salvação: já o nosso Augusto Monarca se acha elevado ao trono de seus maiores — tranquilizai-vos — clama o mesmo Augusto Monarca; sossegai, estai pacíficos que o nosso Soberano nos assegura que um poder absoluto repugna ao seu paternal, e que outro legítimo há-de segurar a dignidade da coroa, e manter os direitos e liberdades do cidadão.
Honrados angrenses, brioso povo, escutai o que a todos proclama o nosso, o melhor de todos os Monarcas: as seguintes palavras são as da sua paternal proclamação: «cidadãos eu não desejo, nem desejarei nunca, o poder absoluto, e hoje mesmo o rejeito; os sentimentos do meu coração repugnam ao despotismo, e à repressão, desejo sim a paz, a honra e a prosperidade da nação»; obedecei pois ao que vos proclama o nosso Augusto Monarca; reparai bem que vos recomenda a paz, e a honra: e para vos constituirdes dignos, como sempre fosteis, do honroso título de fiéis e leais angrenses, é preciso que guardeis a paz e sossego; e para manter esta é preciso não fazer partidos. Esquecei-vos de vinganças…
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