A Batalha de Toro
António Francisco Barata (1836–1910)
O começo
Vê-se de portugueses, castelhanos, de franceses e de outros que a afirmativa do sr. Moguel foi patriótica em demasia.
Bem disse Fernão Alvares do Oriente:
"As cousas todas a aparência têm / Conforme os olhos são com que se vêm".
O sr. Moguel viu a batalha de Toro com olhos de castelhano (não de espanhol, como a todos nos considera os habitantes da Peninsula) eeu vejo-a com os de português; porque força é dizê-lo, as duas nações existem autônomas, apesar da natureza ter formado para ambas dos Pyrineus ao extremo ocidente da Europa este trato de terra fertilimo da Peninsula, que a politica e a historia retalharam, não direi para sempre; mas para enquanto Portugal for cobiçado, e se poder equilibrar na balança dos interesses europeus.
Para muito escrever é o assumpto, se aqui fora lugar para isso.
Em vista do que aí fica escrito e transcrito, para mim, nascido em Portugal, sem animadversão nenhuma, a Batalha do Toro não foi a desforra da de Aljubarrota . Não a tem mesmo na historia.
António Francisco Barata (autor) morreu em 1910; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1981.