
Apoteosis Poética
Manuel Inácio da Silva Alvarenga (?–1814)
O começo
de Mar, e Terra do Brazil, 🙰c. 🙰c. 🙰c.
CANÇÃO
OFERECIDA NO DIA 10 DE OUTUBRO DE 1785
POR
MANOEL IGNACIO DA SILVA
ALVARENGA,
Profeſſor Regio de Rhetorica na Capital do Rio de Janeiro.
LISBOA
NA REGIA OFFICINA TYPOGRAFICA
ANO
ANO M. DCC. LXXXV. / Com licença da Real Mera Cenſoria. / Serus… rédeas; / Hic ames dici Pater,
HORAT. Lib. I. Od. II / CANÇÃO. / EGREGIA flor da Luſitana Gente, / Nobre inveja da eſtranha, / Dantigos Reis preclaro deſcendente, / Luiz, a quem ſe humilha quanto banha / Do Grão Tridente o largo Senhorio, / Deſdo Amazonio, até o Argenteo Rio.
Em quanto concedeis repouſo breve / Ás rédeas do Governo, / Ouvi a Muſa, que a levar ſe atreve, / Ao ſom da Lyra de ouro, em canto eterno, / O Nome voſſo a ſer brilhante Eſtrela, / Onde habita imortal a Gloria bela.
Só às Filhas do Ceo foi concedido / Do Lethes frio, e laſſo / Os Heroes libertar; calca atrevido / Tempo devorador, com lento paſſo, / Tudo quanto os mortais edificarão; / Nem deixa os écos das ações, que obrarão.
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