
Ha uma Gota de Sangue em Cada Poema
Mário de Andrade (?–1945)
O começo — Prefácio
Prefácio / Perdão. — Também, no mato, se depara / guarantam que tombou, no último esmáio, / porquê, vencido à chuva, o estraçalhara / — Pollice verso! — o gladio irial do ráio…
Tombou entre os cipós. E, quando Máio / sobre o exício medonho se escancara, / vê que o recobre o riso novo e gáio / das trepadeiras e da manhã clara.
— Por sobre o torso lívido e canhestro / da Europa em ruína vem também agora / brilhar, de manso, o Máio em Sol dum estro:
deixai, floresçam, nos seus tons diversos. / as rosas matutinas desta flora. / a primavera destes simples versos!
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